quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Universitários fazem estágio vivência em propriedades rurais da Bahia
Os jovens saíram das salas de aula para encarar a rotina de trabalhos da equipe técnica do Movimento Mecenas da Vida. São estudantes de diferentes áreas do conhecimento: engenharia agrícola e florestal, agronomia, biologia, direito, arquitetura, além de técnicos socorristas, o que favorece a interdisciplinaridade. Todos estão muito dispostos a conhecer o que a região tem a oferecer para o meio ambiente e para o turismo.
Na primeira semana, os estagiários permaneceram em Serra Grande e participaram de excursões onde tiveram a oportunidade de conhecer o potencial turístico da região, como, por exemplo, o perfil cultural e histórico do lugar, problemáticas locais, processo de chegada da indústria turística, aspectos positivos e negativos do setor, e contribuições do programa Turismo Carbono Neutro. De acordo com os coordenadores do Movimento Mecenas da Vida, este programa tem a proposta de implantar um processo de “certificação” nos equipamentos turísticos locais (pousadas, restaurantes e lojas), valorizando esses equipamentos e os turistas que neutralizam as emissões de carbono (CO2) geradas por suas atividades e por suas viagens.
Nas próximas duas semanas, os estagiários serão “adotados” pelas famílias para vivenciar toda a rotina e as atividades dos agricultores tradicionais. Os estudantes serão divididos em propriedades rurais dos distritos de São Gonçalo e Cuiudo (Taboquinhas) e Marambaia e Brilhante (Itacaré). O trabalho no campo é voluntário e segue a linha de intercâmbio que envolve conhecimentos tradicionais e conhecimentos técnicos. “Neste contexto, os agricultores vão transmitir aos universitários os ensinamentos que a base acadêmica não proporciona e os estudantes vão transmitir aos agricultores e familiares os ensinamentos técnicos de suas respectivas áreas, criando oportunidades para melhorar as propriedades rurais e assim, promover também o desenvolvimento humano dessas famílias”, disse um dos coordenadores do evento e engenheiro florestal, Salvador Ribeiro.
O Movimento Mecenas da Vida busca construir uma nova cultura turística na região, baseada na relação turismo, desenvolvimento humano e sustentabilidade: www.mecenasdavida.org.br O movimento está associado à Rede Sul da Bahia.
Sobre a Rede Sul da Bahia Justo e Sustentável:
A Rede Sul da Bahia Justo e Sustentável é uma mobilização de organizações locais e nacionais/internacionais que atuam na região. Seu objetivo é apoiar e estimular iniciativas de desenvolvimento para o sul baiano, baseado nos pilares da sustentabilidade – desenvolvimento econômico, respeito ao meio ambiente e à cultura, e justiça social. Criada em outubro de 2009, a Rede já soma mais de 130 associados, com ações nos campos da economia e geração de renda, da saúde, da educação, do meio ambiente, do turismo, entre outros. Mais informações e formas para associação, pelo site http://redecoalizaosulba.ning.com/
Mais informações sobre o programa Estágio Vivência Mecenas da Vida:
Salvador Ribeiro - contato@mecenasdavida.org.br
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Fonte: Agência REBIA de Notícias
Parque de Abrolhos recebe título internacional no Dia Mundial das Zonas Úmidas
Carine Correa e Aida Feitosa
Ao anunciar o título de "Sítio Ramsar" ao Parque Nacional Marinho de Abrolhos, o ministro do Meio Ambiente Carlos Minc ressaltou a importância de aumentar a área das unidades de conservação marinhas e de incentivar o manejo das já existentes . "Nós estamos no prejuízo. Temos um compromisso internacional de proteger 10%, mas apenas menos de 0,5% de nossas áreas marinhas estão em unidades de conservação", disse o ministro ressaltando o esforço que o governo federal tem feito para mudar esse quadro.
Um exemplo, destacou o ministro, foi a ida do presidente Lula a Abrolhos no ano passado no Dia Mundial do Meio Ambiente (5 de junho), sinalizando a possível ampliação da área de amortecimento do Parque que, agora também Sítio Ramsar, contém 1% do complexo coralino da América Latina. "Lamento que tenhamos tão poucas zonas úmidas protegidas. Essas áreas são fundamentais tanto para a produção de peixes que alimentam as pessoas como para a conservação da biodiversidade", completou o ministro.
Relevância mundial - O título de Sítio Ramsar reconhece a relevância mundial da biodiversidade do Parque Nacional Marinho de Abrolhos. A cerimônia de entrega do certificado foi realizada nesta terça-feira (02/02), em Brasília, durante a comemoração do Dia Nacional das Zonas Úmidas, que ressalta a importância da manutenção das áreas úmidas como uma das formas de contenção dos impactos das mudanças climáticas. Na ocasião também foram lançados uma revista e um vídeo sobre o trabalho do Ministério do Meio Ambiente para a conservação das zonas úmidas brasileiras.
A data marca a adoção da Convenção sobre Zonas Úmidas de Importância Internacional, conhecida como Convenção de Ramsar, um tratado firmado por governos de diversos países que estabelece uma ação nacional e uma cooperação internacional para a conservação e uso racional das zonas úmidas mundiais e de seus recursos naturais.
Atualmente a convenção é o único tratado ambiental global que trata das zonas úmidas, áreas alagadas naturais ou artificiais que abrigam grande biodiversidade de fauna e flora aquáticos, formando complexos ecossistemas que abrangem desde as áreas marinhas e costeiras até as continentais como lagos, manguezais e pântanos, áreas irrigadas para agricultura e reservatórios de hidrelétricas.
O tema do Dia Mundial das Zonas Úmidas de 2010, "Cuidar das Zonas Úmidas - uma resposta às mudanças climáticas", tem como objetivo a divulgação em níveis mundial e nacional das ameaças que as espécies e os ecossistemas dessas áreas enfrentam, assim como o importante papel que tais áreas desempenham na mitigação e adaptação às mudanças climáticas.
O reconhecimento da importância do Parque de Abrolhos é resultado de um esforço conjunto do MMA, ICMBio, Parque Nacional Marinho dos Abrolhos e da ONG Conservação Internacional (CI-Brasil), que comandaram o processo de candidatura da unidade de conservação. De acordo com Ana Paula Prates, da Gerência de Biodiversidade Aquática e Recursos Pesqueiros do MMA, a relevância da comemoração desse dia se traduz na intenção de levar ao conhecimento da sociedade brasileira a importância das zonas úmidas para o clima planetário, bem como para a biodiversidade aquática.
Ela ressalta que várias catástrofes ocorridas mundialmente são consequência do mau uso dessas áreas. Ana Paula acrescenta ainda que o desmatamento de matas ciliares, bordas de rios, a contaminação dos corpos hídricos, a impermeabilização do solo, e a sobreexplotação dos recursos aquáticos, entre outros danos, devem ser evitados para que sejam alcançadas as metas do clima e da conservação de biodiversidade.
Para o chefe do Parque de Abrolhos, Joaquim Neto, o diploma de Sítio Ramsar traz a esperança de abrir os olhos da sociedade quanto à necessidade de investimentos que assegurem as condições necessárias para a manutenção desta área . Já para Guilherme Dutra, diretor do Programa Marinho da Conservação Internacional, o reconhecimento internacional do parque é importante para trazer maior atenção da sociedade e do governo para sua proteção. "A ocasião é também oportuna para discutir a necessidade de ampliar as áreas protegidas na região dos Abrolhos, já que o parque, apesar de sua relevância, não é suficiente para proteger a biodiversidade e a manutenção da pesca para as gerações futuras", avalia.
Além da entrega do diploma de reconhecimento do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, integram ainda a agenda comemorativa do MMA os lançamentos do material de divulgação do Dia das Zonas Úmidas (cartaz e revista) e do vídeo "Áreas Aquáticas Protegidas como Instrumento de Gestão Pesqueira", onde são mostrados casos exitosos de recuperação dos estoques pesqueiros em áreas protegidas no litoral brasileiro e em águas interiores. Segundo Ana Paula, o vídeo demonstra que é possível usar e proteger de maneira participativa, ação que deve integrar os saberes científicos e tradicionais.
Zonas Úmidas
A definição do conceito de zona úmida surgiu na Convenção de Ramsar, tratado intergovernamental celebrado no Irã, em 1971, que marcou o início das ações nacionais e internacionais para a conservação e o uso sustentável das zonas úmidas e de seus recursos naturais. Atualmente, a Convenção conta com 159 países membros, que possuem 1.885 sítios reconhecidos como de importância internacional para a proteção das áreas úmidas, totalizando cerca de 185 milhões de hectares.
A convenção também classificou as áreas úmidas de importância mundial, os chamados Sítios Ramsar. Existem 1.556 sítios Ramsar reconhecidos mundialmente por suas características, biodiversidade e importância estratégica para as populações locais.
Ao todo, existem 42 tipos diferentes de classificação de zonas úmidas. Estas zonas abrigam uma enorme variedade de espécies endêmicas, mas, também, periodicamente, espécies terrestres e de águas profundas e, portanto, contribuem substancialmente para a biodiversidade ambiental. Além disto, têm papel importante no ciclo hidrológico, ampliando a capacidade de retenção de água da região onde se localiza, promovendo o múltiplo uso das águas pelos seres humanos.
Parque de Abrolhos
Criado em 1983, o Parque Nacional Marinho dos Abrolhos corresponde a uma significativa área de proteção e conservação ambiental que abriga importantes espécies de fauna e flora costeiras. Os limites do parque compreendem duas áreas distintas: a maior, representada pelo Parcel dos Abrolhos e pelo Arquipélago dos Abrolhos, e a porção menor, o Recife de Timbebas.
Em sua totalidade, o Parque Nacional Marinho dos Abrolhos ocupa uma área de aproximadamente 88.250 hectares e está situado na Região dos Abrolhos, caracterizada por um mosaico de ambientes marinhos e costeiros, composto por áreas de recifes de corais, fundos de algas, manguezais, praias, restingas e remanescentes de Mata Atlântica. A localidade possui ainda um alto nível de endemismo, ou seja, ocorrências de espécies exclusivas da região, e apresenta a maior biodiversidade marinha do Atlântico Sul.
Além de relevante área de conservação ambiental, o Parque de Abrolhos se destaca também por seus atrativos turísticos. Pessoas de diversas partes do mundo visitam a região anualmente para apreciar suas belezas naturais que se mantêm preservadas graças às ações conjuntas do governo federal, de ONGs e das comunidades locais.
Localizada próximo às cidades de Caravelas, Nova Viçosa, Alcobaça e Prado, a unidade é um valioso repositório de peixes de uma das zonas de pesca mais importantes do Brasil. O título de sítio RAMSAR revela a importância e os bons resultados das ações de conservação na região.
Apesar de seu valor ecológico, cultural, social e econômico, o Parque de Abrolhos permanece alvo de ações predatórias. Mesmo sendo uma unidade de proteção integral, barcos de pesca ilegal podem ser vistos nos recifes de Timbebas, e algumas vezes até mesmo no Parcel de Abrolhos durante a noite.
Parque de Abrolhos passa a ser o 11º sítio Ramsar brasileiro e o primeiro na Bahia.
Além dele, no Brasil há o Parque Nacional do Pantanal Matogrossense (MT), a Estação Ecológica Mamirauá (AM), Ilha do Bananal (TO), Reentrâncias Maranhenses (MA), Área de Proteção Ambiental da Baixada Maranhense (MA), Parque Estadual do Rio Doce (MG),
Parque Estadual Marinho do Parcel de Manoel Luz (MA), Lagoa do Peixe (RS) e as Reservas Particulares do Patrimônio Natural SESC Pantanal (MT) e Fazenda Rio Negro (MS).
A lista completa dos sítios, assim como mais informações sobre a Convenção e seus procedimentos, podem ser encontradas em:
http://www.ramsar.org/cda/ramsar/display/main/main.jsp?zn=ramsar&cp=1_4000_0
ASCOM
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
CURSO: RESTAURAÇÃO FLORESTAL NO SUL DA BAHIA
1. DAS INSCRIÇÕES:
PERÍODO De 25 de janeiro a 19 de fevereiro de 2010.
HORÁRIO Das 08:00 às 21:00 horas.
LOCAL Protocolo Geral da UESC - Térreo do Pavilhão Adonias Filho
CLIENTELA Profissionais, técnicos, estudantes e público em geral.
VAGAS 30 (trinta) – por ordem de inscrição
TAXA R$ 20,00 (vinte reais), recolhidos à Conta Corrente UESC n.º 991.220-7, Agência 3832-6, Banco do Brasil, com a identificação, obrigatória, do depositante e da atividade.
2. DA REALIZAÇÃO:
DATA/ HORÁRIO Dias 24, 25 e 26 de fevereiro de 2010, das 08:00 às 18:00 horas.
LOCAL UESC e Parque Estadual da Serra do Condurú – Serra Grande, BA.
C/ H 30 horas/aula.
3. DOS CERTIFICADOS: Receberá Certificado o participante que cumprir, no mínimo, 75% da Carga Horária estabelecida.
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Ongs aproveitam crise para comprar terras para conservação
Reuters
Los Angeles - Quando o proprietário de um enorme terreno desistiu da construção de uma casa com 65 cômodos em Portland, no estado de Oregon, por conta da crise, um grupo conservacionista viu ali uma oportunidade.
O grupo sediado em São Francisco, uma organização não governamental chamada Trust for Public Land (TPL), comprou o terreno de 27 acres por US$ 4,4 milhões – muito abaixo do preço de mercado, que era de US$ 6,2 milhões.
A área foi, então, adicionada a um parque já existente nos arredores. “As pessoas estão querendo desovar essas propriedades e a conservação é a grande beneficiária”, disse o presidente da TLP, Will Rogers.
“Nesse mercado, com a demanda no ponto em que está, muitos empreendimentos não saem do papel. Em vários lugares temos visto propriedades nas quais se havia planejado algum empreendimento voltando ao mercado para venda”, disse Rogers.
A aquisição do terreno em Portland é apenas uma das muitas que o TLP fez – assim como outros grupos conservacionistas, que viram oportunidades no colapso provocado pela crise e pela recessão.
A comunidade ambientalista está chamando essa tendência de “green lining”, enquanto o mercado de construção civil nos EUA permanece em estado de desolação.
A Associação dos Construtores da América disse no início do mês que os empregos na construção civil diminuíram nas áreas metropolitanas do país entre novembro de 2008 e novembro de 2009.
De acordo com a associação, os gastos com projetos de construção civil caíram mais de US$ 137 bilhões em novembro.
Entre as montanhas de projetos adiados ou descartados pelos empreendedores e investidores, os grupos ambientalistas estão encontrando barganhas.
Nas encostas de Serra Nevada, na Califórnia, a TPL está comprando 595 acres de terras não colonizadas ao longo do Bear River. Segundo a ONG, o proprietário planejava construir pequenos ranchos mas os planos mudaram por causa da crise.
Do outro lado do país, em Connecticut, outro empreendimento adiado deu aos grupos ambientalistas a chance de negociar um terreno de 42 acres que inclui o habitat natural do chamado “pardal do pântano”, uma espécie vulnerável ao aumento do nível do mar associado ao aquecimento global.
A cidade de Madison votará um referendo no próximo dia 26 para tentar aprovar a compra da terra, que custará mais de US$ 9,7 milhões. Uma coalizão que inclui ongs como TPL e The National Audubon Society, além de produtores agrícolas locais, irá contribuir com recursos.
“Não há dúvida de que a crise econômica nos colocou em condições de negociar... Se a propriedade não for adquirida pelo município de Madison como um parque costeiro, é sinal de que o proprietário tem recursos para mantê-la até que o mercado volte a ficar favorável”, reflete a Diretora de Assuntos Governamentais da Audubon Society, Sandy Breslin.
Há ainda outras oportunidades se abrindo para os ambientalistas, na esteira da crise do mercado. Laura Huffman, diretora da The Nature Conservancy (TNC) do Texas, que trabalha para proteger espaços verdes e nascentes de água, diz que, além de aquisições, existe um processo chamado compensação pela conservação.
Os proprietários de terras que participam desses programas podem se beneficiar com redução de impostos, por exemplo. Huffman disse que esse processo tornou-se uma opção atrativa para muitos proprietários. Essas compensações permitem que alguns proprietários possam manter suas terras e, em contrapartida, preservá-las (deixando de construir, por exemplo, ou desenvolvendo-as de forma menos impactante).
Por outro lado, o tempo de vacas magras também significa menos doações e declínio de financiamentos para as ONGs, o que, obviamente, interfere na possibilidade de compra de terras por elas.
A TNC viu seu financiamento cair de US$ 1,1 bilhão, em 2008, para US$ 547 milhões em 2009.
sábado, 16 de janeiro de 2010
Ecossistemas irão migrar para acompanhar clima
Ecossistemas irão migrar para acompanhar clima
Ter, 05/Jan/2010 09:18 Mudanças climáticas
Cientistas da Califórnia, em um trabalho publicado na revista Nature, estimam que para continuar em sua zona de conforto os ecossistemas terão que se deslocar quase meio quilômetro ao ano para seguir as transformações do clima
Fabiano Ávila
Muitos ecossistemas, incluindo as espécies neles contidas, já apresentam sinais de deslocamento para se adaptar às mudanças climáticas. Mas o quão rápido eles terão que migrar para se manter dentro da sua faixa de conforto, com regimes de chuvas e temperaturas ideais?
Um grupo de cientistas da Academia de Ciências da Califórnia, com o apoio do Instituto de Ciências de Carnegie, Climate Central e da Universidade de Berkeley, tentou responder essa questão e calculou que, em média, seria necessário um deslocamento de 0,42 quilômetros por ano.
O trabalho foi publicado na revista Nature em dezembro e alerta que alguns ecossistemas de planície, como manguezais e desertos, terão que se mover mais de um quilômetro por ano.
A equipe calculou a velocidade das mudanças climáticas globais ao combinar dados atuais sobre o clima e o regime de temperaturas com as mais diversas projeções de modelos climáticos para o próximo século. O grupo se baseou em um nível intermediário de emissões de gases do efeito estufa (o cenário A1B de emissões do Painel Intergovernamental para as Mudanças Climáticas).
Sob essas condições, a velocidade das mudanças climáticas é projetada para ser mais devagar em florestas coníferas tropicais e subtropicais (0,08 quilômetros ao ano) e em pradarias (0,11 quilômetros ao ano). Já em áreas de planícies ao nível do mar a velocidade será bem mais acentuada: manguezais teriam que se deslocar 0,95 quilômetros por ano e savanas até 1,26 quilômetros por ano.
Conservação
A vulnerabilidade desses biomas não depende apenas da velocidade das mudanças que eles irão experimentar, mas também do tamanho das áreas de proteção nas quais eles se encontram.
Por exemplo, enquanto a transformação do clima nas áreas de desertos é esperada para acontecer velozmente, esta ameaça é minimizada pelo fato de que as áreas desérticas protegidas tendem a ser muito grandes. Por outro lado, o pequeno tamanho e a fragmentação das áreas de conservação para as florestas temperadas no Mediterrâneo e para as florestas boreais, fazem esses habitats serem bastante vulneráveis.
“Um dos principais benefícios deste trabalho é permitir analisar como a atual rede de áreas de conservação será capaz de preservar realmente os ecossistemas”, afirmou Healy Hamilton, diretora do Center for Applied Biodiversity Informatics da Academia de Ciências da Califórnia.
Com relação aos seres vivos, os pesquisadores dizem que o estudo aborda a transformação do clima nos ecossistemas, mas não diretamente em cada espécie. Porém, alertam que os animas, e principalmente as plantas, que não apresentarem uma grande capacidade de adaptação correm sérios riscos. Quase um terço dos habitats estudados terão uma velocidade de deslocamento superior a mais otimista projeção de migração de plantas, por exemplo.
Além disso, os habitats estão muito fragmentados pela ação humana, o que pode resultar que muitas espécies simplesmente não terão para onde ir.
“Se analisarmos o tempo que irá levar para as mudanças climáticas atravessarem toda uma área de proteção, alterando assim o clima ideal para o ecossistema em questão, veremos que apenas 8% das atuais zonas de conservação terão uma sobrevida de pelo menos 100 anos. Se quisermos melhorar essa situação, precisaremos reduzir nossas emissões e trabalhar rapidamente para expandir e interconectar as áreas protegidas”, concluiu Hamilton
Fonte: CarbonoBrasil/Academia de Ciências da Califórnia.
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Projeto pretende isentar de impostos produtor de frutas nativas
Qua, 06/Jan/2010 09:18 Política Ambiental
São Paulo - Um projeto de lei, que aguarda emendas na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado, pretende dar incentivos especiais ao proprietário cuja principal atividade seja o cultivo de espécies frutíferas nativas, como buriti, açaí, cupuaçu e graviola. A proposta é que os produtores sejam isentados, inclusive, do pagamento do Imposto Territorial Rural, nos locais onde houver cultivo dessas espécies.
O Projeto de Lei do Senado (PLS 580/09) foi apresentado pelo senador Arthur Virgilio (PSDB-AM), que justifica que a lei atual acerta ao isentar de impostos as Áreas de Preservação Permanente (APPs), de Reserva Legal (RL) e de interesse ecológico, mas precisa incluir nessa isenção as frutas nativas.
Virgilio acredita que, ao preencher essa lacuna no ordenamento legal, o Brasil estará incentivando uma atividade econômica e, ao mesmo tempo, contribuindo para a melhoria do meio ambiente, pois isso favorece a produção de alimentos e a recomposição de matas históricas. As informações são do jornal Diário do Amapá.
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Revista de Gestão Costeira Integrada
Âmbito da Revista
A RGCI – Revista de Gestão Costeira Integrada (JICZM - Journal of Integrated Coastal Zone Management) é uma revista cujos artigos são sujeitos a avaliação inter-pares por avaliadores credenciados e isentos, que publica artigos sobre todos os temas relacionados com a gestão costeira, designadamente focalizados na oceanografia costeira (física, geológica, química, biológica), engenharia, economia, sedimentologia, sociologia, ecologia, história, poluição, direito, biologia, antropologia, química, política, etc.
Os artigos publicados apresentam resultados quer da investigação fundamental, quer de investigação aplicada ou direccionada.
É dada ênfase aos resultados provenientes de investigação interdisciplinar, da aplicação de técnicas e instrumentos de gestão, de desenvolvimentos inovadores de métodos e técnicas, de assuntos com aplicabilidade genérica, e de experiências locais ou regionais que possam constituir uma fonte de inspiração para outras regiões.
A RGCI/JICZM está focalizada nos ambientes costeiros e na sua gestão, o que significa que abrange uma grande área que se estende desde uma distância não bem determinado para o interior do continente até um limite indefinido para o lado do mar. Artigos sobre paleo-ambientes costeiros, antigas linhas de costa, ocupação histórica do litoral, análise diacrónica e evolução da legislação integram-se, também, no âmbito da Revista.
Um dos públicos alvo da RGCI/JICZM é a comunidade que fala português (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste, que no conjunto têm mais de 210 milhões de habitantes). Todavia, os autores e os leitores da RGCI não estão confinados geograficamente; todos os investigadores e técnicos que desenvolvem as suas actividades nas zonas costeiras, em qualquer região do mundo, são potencialmente autores e/ou leitores da RGCI/JICZM.
A RGCI/JICZM aceita a submissão de manuscritos redigidos em português (com resumo alargado em inglês) ou em inglês (com resumo alargado em português).
A revista, na globalidade, pode ser descarregada em http://www.aprh. pt/rgci/
revista9f3.html onde pode efectuar também o download artigo por artigo.
Edições especiais
Ano 4, N.º 6 Edição especial Manguezais | Ano 4, N.º 5 Edição especial Políticas Públicas |